Biorremediação: os métodos naturais que podem ajudar a recuperar áreas manchadas pelo petróleo - BBC News Brasil (2023)

  • Victor Uchôa
  • De Salvador para a BBC News Brasil

Biorremediação: os métodos naturais que podem ajudar a recuperar áreas manchadas pelo petróleo - BBC News Brasil (1)

Crédito, Leo Malafaia/AFP

Na trajetória do derramamento de petróleo que já atingiu mais de 450 praias do litoral nordestino e chegou ao Espírito Santo, uma opinião prevalece entre todos os especialistas no tema: o ideal seria conter a substância tóxica ainda no mar. O que fazer, então, depois que o contaminante alcança areia, estuários e manguezais?

Cada ecossistema demanda uma técnica distinta, por isso, em Salvador, o Instituto de Geociências da Universidade Federal da Bahia (Igeo/UFBA) apresentou ao Comando Unificado de Incidentes, no dia 13 de outubro, uma minuta em que estão indicados métodos biotecnológicos de remediação.

  • Como o comércio transatlântico de escravos explica o caminho do óleo até as praias do Nordeste
  • Danos do óleo no litoral do Nordeste vão durar décadas, dizem oceanógrafos
  • Essenciais para o planeta, manguezais no Nordeste são 'sufocados' por petróleo

São processos que aceleram a degradação dos compostos de petróleo já impregnados nas áreas afetadas, ou seja, realizam a limpeza da toxicidade microscópica, impossível de ser feita com o trabalho manual.

No entanto, 75 dias depois de a primeira praia do Nordeste ter sido atingida e um mês após a entrega da minuta de remediação, nenhuma ação neste sentido foi levada à prática pelo Comando Unificado ou pelo Grupo de Avaliação e Acompanhamento (GAA), formado pela Marinha, pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).

"O momento ideal de utilizar essas técnicas é agora. Quanto mais rápido agirmos, mais êxito se tem na remediação. Com o passar do tempo, essas substâncias vão se diluindo ou se misturando aos sedimentos, o que torna mais difícil a limpeza efetiva", diz Olívia Oliveira, que é diretora do Igeo e há 12 anos coordena pesquisas para desenvolver métodos de remediação.

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O superintendente do Ibama na Bahia, Rodrigo Alves, afirmou que todas as sugestões recebidas (não só as da minuta) foram encaminhadas à Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), ligada ao Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR).

"Os métodos que envolvem o uso de produtos químicos são logo descartados. Mas os que são naturais estão em análise pela Defesa Civil", disse Alves.

Na sexta-feira (8/11), a BBC News Brasil enviou questionamentos para o Ministério do Desenvolvimento Regional, com o objetivo de saber o andamento das análises dos métodos de remediação e se já está definido quando algum será implementado. A reportagem perguntou também qual o valor dos recursos destinados a essa finalidade.

A assessoria de comunicação do MDR confirmou por telefone o recebimento da demanda, mas não respondeu aos questionamentos até a conclusão desta reportagem.

Métodos naturais

Crédito, Victor Uchôa/BBC

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As técnicas desenvolvidas pelo Igeo e patenteadas pela UFBA, individualmente ou em parceria com a Unifacs (uma universidade privada de Salvador), aliam tecnologia e insumos encontrados facilmente nas costas baiana e nordestina, fazendo cair o custo e evitando o uso de produtos químicos — o que lançaria novas substâncias possivelmente tóxicas nas biotas já impactadas.

Todos os métodos já foram, inclusive, testados com amostras do próprio óleo que chega ao litoral brasileiro desde 30 de agosto.

"O que fazemos é usar organismos vivos para remover os poluentes do ambiente. Não adianta só tirar a poluição visual, é preciso eliminar os compostos invisíveis, como benzeno, tolueno e xileno, ou no mínimo diminuir a presença deles. Aí entra a biotecnologia, com diferentes indicações para cada ambiente", explica Ícaro Moreira, que é professor da UFBA e já atuou na agência ambiental do governo canadense, justamente na área de remediação em episódios de derramamento de petróleo.

Para os casos em que o petróleo já se dissolveu na água, a indicação é utilizar microalgas que se alimentam do carbono contido nas substâncias tóxicas, o que elimina tais substâncias e a conseqüente contaminação.

Funciona como uma máquina de diálise: a água contaminada entra em um tanque (reator) onde estão as microalgas, que se abastecem do carbono. Em seguida, a água limpa é liberada de volta no ambiente.

Devidamente alimentadas e crescidas, as microalgas viram uma biomassa que pode ser utilizada para produção de biodiesel. "É um processo que não gera resíduo. A água fica limpa e a microalga pode virar um combustível também limpo", explica Moreira.

Integrante da pesquisa em que tal método foi desenvolvido, Isadora Machado mostrou, em seu mestrado em Geoquímica, que num período de 28 dias as microalgas conseguiram eliminar 94% dos poluentes de amostras da chamada "água do petróleo" — um efluente resultante da produção petrolífera que é apontado como uma das "águas" mais poluídas do mundo.

"Torcemos para que esses métodos sejam aplicados, pois a pesquisa é pra isso. Pra dar um retorno para o meio ambiente e a sociedade", observa Machado.

Em uma estimativa feita pelo professor Ícaro Moreira, um conjunto de reatores capaz de tratar 1,5 mil litros de água marinha a cada três dias custaria cerca de R$ 50 mil para implantação, com manutenção de R$ 7 mil por mês. Ao final do processo, entretanto, cada quilo de biomassa gerada poderia ser vendido por R$1 mil.

"No final das contas, a biomassa gerada paga as contas e ainda dá lucro. Isso é um exemplo bem claro do que nós chamamos de economia circular", aponta Moreira.

Areia e manguezais

Crédito, Mateus Morbeck

Para a areia da praia ou áreas de mangue e superfícies lamosas, cujas características físicas dificultam a limpeza manual e favorecem a impregnação das substâncias tóxicas, o remédio previsto na minuta entregue há um mês ao governo é a fitorremediação, ou seja, o uso de plantas, que devem ser identificadas no próprio ambiente atingido.

Ali, o cientista detecta qual espécie consegue se dar melhor na presença do contaminante, o que significa uma alta capacidade de fixação do carbono. Após tratamento em laboratório, várias dessas plantas são inseridas no ecossistema impactado, onde devem ser monitoradas por um período que vai de três a seis meses.

Assim como as microalgas, essas plantas vão se alimentar do poluente, tirando-o do ambiente. Ao final da limpeza natural, elas também podem ser destinadas para a produção de biocombustível.

Experimentos já realizados com o método em áreas contaminadas por petróleo no entorno da Baía de Todos os Santos mostram a eliminação de 89% dos compostos tóxicos em um intervalo de 90 dias.

Um detalhe: esse método serve também para áreas atingidas por esgoto (com limpeza de 100% de poluentes) e metais pesados, com êxito de 70% na eliminação, por exemplo, de chumbo, cobre e zinco.

Na minuta, consta ainda a possibilidade do uso de fibras de côco e sisal para retenção do óleo na água — técnica que poderia ter sido adotada pelo governo até mesmo para a construção de contenções em diferentes formatos e disposições, com o objetivo de proteger áreas mais sensíveis, como manguezais.

Nesse caso, as fibras utilizadas pelo Igeo são originárias do descarte das indústrias sisaleira e do côco. Tudo viraria lixo, mas, após tratamento em laboratório com produtos não tóxicos, os poros dessas fibras ganham 20 vezes mais capacidade de absorção.

Então, basta "empacotar" em pequenos ou grandes formatos para deter o óleo, que pode, mais uma vez, ser reaproveitado.

"Quando o petróleo começou a chegar em Salvador, nós mesmos pegamos a fibra e fomos para as praias. E foi muito eficiente para barrar o óleo ainda na água. O problema é que temos essas bolsas pequenas. Barreiras desse material poderiam ter evitado que muitos mangues fossem atingidos", diz a mestranda Célia Maia, que desenvolveu o método junto com a colega de mestrado Rebeca da Paixão.

"Confesso que nunca imaginei ver algo desse tamanho no Brasil, mas aconteceu e estamos percebendo um despreparo do governo para lidar com a situação", avalia Ícaro Moreira.

"Essa contaminação invisível pode levar muitos anos para metabolizar sozinha, influenciando no uso das praias, na economia da pesca e na alimentação das pessoas, pois vai sempre existir a dúvida sobre a contaminação ou não dessas áreas. Não dá pra ficar de braços cruzados esperando o tempo passar", completa.

Patentes prontas à espera de recursos

Crédito, Victor Uchôa/BBC News Brasil

Para além dos métodos descritos na minuta elaborada pelo Igeo, as técnicas biológicas mais difundidas de remediação — sem uso de substâncias químicas — envolvem a aplicação de fungos e bactérias nas áreas a serem descontaminadas.

Esse é o foco da pesquisa de Cristina Quintella, titular da UFBA que neste momento está em Portugal como professora visitante, testando novos métodos no Centro de Investigação em Energia e Ambiente do Instituto Politécnico de Setúbal (IPS).

"As técnicas existem e não são poucas. Estão todas testadas e patenteadas, prontas para aplicação. A maior parte das patentes é registrada na China, mas são tecnologias já em domínio público", diz Quintella, co-autora da mais atualizada revisão global de patentes de biorremediação para áreas atingidas por óleo, publicada em julho deste ano pelo Journal of Environmental Management.

Ela explica que, com os fungos e bactérias, o processo é semelhante ao das microalgas e plantas.

Primeiro, o pesquisador identifica os microorganismos na praia ou no manguezal impactado — nunca se deve usar microorganismos extraídos de outros ecossistemas, para não proliferar uma praga que vai gerar desequilíbrio.

Em seguida, o volume dessas bactérias e fungos é multiplicado em laboratório. Reinseridos na biota, eles vão se alimentar dos compostos de petróleo e limpar o ambiente.

"Sabe criança que não quer comer e você dá uma bala pra abrir o apetite? É a mesma coisa. A gente bota os fungos lá com uma comidinha. Depois que acabar, eles vão precisar de mais comida, então vão comer as moléculas do petróleo", explica Quintella.

Quando o poluente se esgota, prossegue a professora, os fungos e bactérias ficam sem alimento e começam a morrer, restando somente o volume da população original daqueles microorganismos, o que refaz o equilíbrio do ecossistema.

Quintella evita fazer uma estimativa de custos da aplicação do método, pois depende de variáveis como tamanho da área atingida, volume do material de laboratório e tempo de monitoramento.

A professora afirma, entretanto, que a depender do contexto e da fonte de financiamento, recursos para deslocamento, hospedagem e alimentação dos cientistas que vão a campo ou até a mesmo a partilha na utilização de equipamentos podem ser suficientes para que seja aplicada a biorremediação em determinadas áreas.

"Bem ou mal, da água se tira o óleo. O problema é o que fica nos solos e nos mangues. É para isso que existem esses métodos, que são inclusive bastante simples e o governo pode pagar. Basta ter vontade", conclui.

Crédito, Getty Images

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FAQs

Como os fungos podem ser usados para diminuir a poluição por petróleo? ›

Os fungos que vemos acima da terra, os cogumelos utilizados na comida ou o mofo nas paredes, são apenas uma parte de uma variedade enorme de fungo. E eles têm um grande potencial. Alguns podem ser usados na descontaminação do solo por vazamento de óleo e até como matéria prima na construção de casas.

O que é o processo de biorremediação? ›

A biorremediação é definida como sendo o uso de processos biológicos para degradar, transformar e/ou remover contaminantes de uma matriz ambiental, como água ou solo.

O que é biorremediação e quais tipos de bactérias são utilizadas? ›

Bactérias dos gêneros Bacillus, Pseudomonas, Rhodobacter e Achromobacter são exemplos de microrganismos capazes de degradar petróleo e seus derivados por um processo conhecido como biorremediação. Além das bactérias, fungos e plantas também são utilizados para remover ou degradar contaminantes ambientais.

Quais as situações que a biorremediação pode ser utilizada? ›

A Biorremediação pode ser aplicada em qualquer ambiente natural que sofreu acidentes ambientais. Vazamento de hidrocarbonetos (petróleo) no oceano, derramamento de resíduos fabris, solos contaminados com metais, aterros sanitários… são vários os locais em que essa estratégia pode ser aplicada!

Quais os métodos utilizados para limpar derramamento de petróleo no mar? ›

O uso de barragens flutuantes para conter a dispersão do petróleo, a queima deste combustível na superfície marinha, e a retirada de seu excesso por certos tipos de bóias absorventes presentes em embarcações marítimas, são outras alternativas utilizadas para controlar os vazamentos deste composto no mar.

O que deveria ter sido feito para controlar o avanço das manchas de óleo? ›

Segundo o diretor técnico da federação, a limpeza manual é a mais indicada para o caso das manchas de óleo no Nordeste. "A melhor técnica aqui é a limpeza manual, para ser seletivo e reduzir o dano ambiental, considerando a natureza do óleo e dos substratos contaminados.

Quais os tipos de biorremediação? ›

Há basicamente dois tipos de biorremediação do solo:
  • Biorremediação In-situ: tratamento do material contaminado no próprio local. Ou seja, não é necessário transportar o material. ...
  • Biorremediação Ex-situ: tratamento do material contaminado num local diferente de sua origem.

Quais são as técnicas de biorremediação? ›

Ainda de acordo com a revisão realizada, as principais técnicas utilizadas para a realização da biorremediação foram in situ, passiva, bioestimulação, bioventilação, bioaumentação, ex situ e landfarming.

Porque o uso da biorremediação é pouco aplicada no Brasil? ›

Ressalta-se que as técnicas de biorremediação não estão amplamente difundidas, embora haja um imenso campo para sua expansão, considerando as condições climáticas do Brasil e suas vantagens em comparação aos métodos convencionais de remediação.

O que é a biorremediação e quais são as principais técnicas? ›

A biorremediação é considerada uma das técnicas de remediação ambiental mais sustentáveis, pois utiliza microrganismos do próprio meio ou controlados para remediar áreas contaminadas. É uma ferramenta natural que age na degradação de substâncias contaminantes.

O que é biorremediação e qual a sua importância? ›

Biorremediação consiste no uso de microrganismos ou plantas para a limpeza ou descontaminação de áreas ambientais afetadas por poluentes diversos. Antigamente, as soluções encontradas para a reconstituição das áreas afetadas consistiam na coleta e retirada de material contaminado sem saber que destino dar a ele.

Qual o primeiro passo para o processo de biorremediação? ›

O primeiro passo é caracterizar a natureza do contaminante, avaliar o composto que será usado, planejando qual melhor tipo de biorremediação a ser utilizado.

Qual o mecanismo de ação da biorremediação? ›

A biorremediação envolve a utilização de microorganismos, de ocorrência natural (nativos) ou cultivados, para degradar ou imobilizar contaminantes em águas subterrâneas e em solos. Neste caso, geralmente, os microorganismos utilizados são bactérias, fungos filamentosos e leveduras.

Quando a biorremediação é mais indicada? ›

Biorremediação Ex-situ

É mais recomendada quando há risco de rápida propagação dos contaminantes, podendo ser aplicado por meio das técnicas de: biorreatores — o solo contaminado é colocado em grandes tanques fechados e misturado com água.

Quais os tipos de biorremediação do solo? ›

A biorremediação pode ser realizada de duas formas: “in situ”, no local onde ocorreu a contaminação, ou “ex situ”, quando a porção contaminada do solo ou da água são levados para tratamento em outro lugar. Existem diversas maneiras de implementar a biorremediação nos processos agrícolas.

Que soluções você proporia para reduzir os impactos de um derramamento de petróleo *? ›

Como minimizar esses impactos? Há algumas tecnologias utilizadas para minimizar os estragos causados pelos acidentes, como o uso de dispersantes, absorventes sintéticos, absorventes naturais e absorventes para óleos viscosos.

Como resolver derramamento de petróleo? ›

Equipamentos mais comuns anti-derramamento de óleo: barreiras flutuantes, dispersantes, absorventes e adsorventes de óleo e os coagulantes.
  1. Derrame em Rio.
  2. Poluição em Marinas e Portos.
  3. Absorção de Óleo com Manta.
  4. Absorção de Óleo com Manta.
23 Sept 2022

Como combater o vazamento de petróleo? ›

Como prevenir acidentes?
  1. elabore, de forma consciente, um bom plano de gestão ambiental;
  2. mantenha o acompanhamento periódico acerca de equipamentos envolvidos no processo de extração e armazenamento de óleo;
  3. elabore um kit de emergência que possa ser utilizado em qualquer momento e de forma fácil;

Qual óleo tira manchas da pele? ›

De acordo com alguns estudos, essa substância é rica em vitaminas e ácidos graxos, e , por isso, proporciona efeito hidratante. Com essas funções, muitas pessoas usam o óleo de rosa mosqueta para melhorar a aparência de manchas, cicatrizes, linhas finas ou para potencializar a hidratação da pele.

O que é biorremediação Brainly? ›

A biorremediação compreende um processo de utilização de seres vivos, como bactérias, fungos, plantas, no sentido de remover ou reduzir os níveis de poluição ambiental.

Quem atua na biorremediação? ›

Entenda o que é a Biorremediação

Nesse processo, utilizam-se agentes biológicos degradadores, em especial os microrganismos como as enzimas, fungos, leveduras e bactérias. Todos esses agentes são responsáveis pela desintoxicação das áreas contaminadas pela poluição.

Quais vantagens e desvantagens da biorremediação? ›

A Biorremediação possuí vantagens por ser uma das técnicas mais sustentáveis e eficientes na remediação de áreas contaminadas, pois há uma estimulação da microbiota existente naquele ambiente sem a geração de compostos químicos tóxicos provenientes da degradação dos contaminantes.

O que significa Biorremediadoras? ›

Que ou o que intervém num processo de recuperação ambiental de áreas contaminadas através de microorganismos ou enzimas (ex.: agente biorremediador; o laboratório desenvolveu um biorremediador que promove a biodegradação de gorduras).

O que é a biorremediação do solo? ›

Biorremediação é um processo ou estratégia que busca destoxificar o solo ou outros ambientes contaminados fazendo uso de microrganismos (como fungos e bactérias) e de enzimas.

Quais fatores podem influenciar no processo de biorremediação? ›

Diversos fatores podem influenciar no processo de biorremediação utilizando microrganismos. Entre os fatores físicos, destacam-se a luminosidade, a temperatura e o sistema onde ocorre o processo (água, solo, sedimento).

Quais os tipos de biorremediação da água? ›

Os autores evidenciam a classificação da biorremediação em in situ ou ex situ, a primeira sendo a técnica em que o processo ocorre na própria área e a segunda existe a transferência do contaminante para um local de tratamento específico.

Como exemplo de técnica de biorremediação tem se a bioestimulação que consiste na? ›

Bioestimulação: adição de nutrientes e/ou sais para estimular os microrganismos do local contaminado e, assim, ter maior eficiência no processo de degradação. Bioaumentação: adição de microrganismos selecionados com alto potencial de degradação do poluente no local contaminado.

Qual é o objetivo principal da biorremediação do solo? ›

A biorremediação de solos é o processo que utiliza organismos vivos para fazer a descontaminação do ambiente. No qual, os microrganismos quebram as substâncias tóxicas com a ajuda de enzimas. E essa função é usada para recuperar e descontaminar solos.

Quais são os métodos de remediação do solo? ›

Existem diversos tipos de remediação, os principais são: remoção e destinação do solo, biorremediação, escavação, extração multifásica; extração de vapores do solo, tecnologias térmicas, injeção de ar, oxidação química in-situ e algumas outras.

O que pode ser feito para diminuir o consumo de petróleo? ›

Tópicos propostos pela AIE
  1. Reduzir o limite de velocidade das rodovias em 10 km/h;
  2. Trabalhar em casa pelo menos três dias na semana;
  3. Proibir o uso do carro aos domingos, nas grandes cidades;
  4. Baratear o transporte público, incentivar a micromobilidade, caminhar e andar de bicicleta;
21 Mar 2022

Qual a importância dos fungos na produção de combustíveis? ›

Graças à engenharia genética, os micro-organismos transformam a luz solar e o gás carbônico em etanol ou diesel.

Qual é a importância dos fungos na produção de combustíveis? ›

As enzimas secretadas por esse fungo, encontrado em folhas e frutos em decomposição, transformam a biomassa em combustível sem nenhum processo químico industrial.

O que podemos fazer para diminuir o uso do petróleo? ›

Como diminuir a sua dependência de petróleo
  1. Dê preferencia a produtos embalados sem plásticos.
  2. Reutilize bandejas de plástico/isopor.
  3. Compre orgânicos, que não utilizam fertilizantes ou pesticidas.
  4. Compre produtos de beleza feitos de ingredientes naturais.
  5. Dê preferência a alimentos cultivados perto de sua cidade.
24 Jul 2012

Quais são os produtos que podem substituir o petróleo? ›

6 combustíveis que podem substituir os derivados do petróleo
  • O bom e velho álcool. O álcool etílico, ou etanol, é velho conhecido dos brasileiros. ...
  • Biodiesel de óleos vegetais. ...
  • Combustível a partir de resíduos: a solução dois por um. ...
  • E-combustíveis sintéticos. ...
  • O limpo hidrogênio.
29 May 2018

Quais os principais tipos de biocombustíveis? ›

Biocombustíveis são derivados de biomassa renovável que podem substituir, parcial ou totalmente, combustíveis derivados de petróleo e gás natural em motores a combustão ou em outro tipo de geração de energia.

Como utilizar o petróleo de forma mais sustentável? ›

Sustentabilidade na esfera ambiental

No caso de transporte do petróleo e seus derivados é recomendado o uso de combustíveis mais limpos. Portanto, deve-se dar preferência a combustíveis como o etanol que gera menos emissões de GEE (gases do efeito estufa) quando comparado com a gasolina.

Qual o tipo de combustível pode ajudar a controlar o aquecimento global? ›

Os principais biocombustíveis produzidos no Brasil são o etanol e o biodiesel. Esses combustíveis, quando utilizados, causam menos emissão de gases de efeito estufa, sendo assim, são importantes para a preservação do meio ambiente.

Quais são os principais exemplos de fungos? ›

Os fungos constituem o Reino Fungi, no qual se enquadram espécies como os cogumelos, bolores, orelhas-de-pau e leveduras. Apesar de sua forma séssil e sua aparência com algumas plantas, esses seres diferem-se bastante do Reino Vegetal.

Como o fungo se alimenta? ›

Como dissemos anteriormente, os fungos são organismos heterótrofos e se alimentam de moléculas orgânicas retiradas da matéria orgânica. Essa matéria orgânica da qual eles retiram essas moléculas é proveniente de cadáveres e restos de plantas e animais.

Qual é o combustível produzido por meio da ação de fungos? ›

O Gliocladium roseum gera várias moléculas diferentes que produzem hidrogênio e carbono, e que são também encontradas no óleo diesel. Os cientistas trabalham agora em criar o que chamam de "micodiesel", um combustível limpo a partir da nova descoberta.

Por que dizemos que os fungos são muito importantes para o equilíbrio do meio ambiente? ›

Assim como as bactérias, os fungos desempenham o papel de decompositores na natureza. Como já vimos, os decompositores são fundamentais na manutenção do equilíbrio natural dos ecossistemas: eles decompõem os cadáveres e os resíduos de seres vivos (como fezes e urina), absorvendo somente uma parte para a sua nutrição.

Como se chama o combustível originado a partir de fungos e como ele é feito? ›

Fungo e bactéria geram biocombustível mais próximo da gasolina que o etanol. A união em laboratório da bactéria E. coli ao fungo T. reesei gera isobutanol, um tipo de biocombustível com mais compatibilidade com a gasolina do que o tradicional etanol.

Quais são os principais problemas ambientais causados pelo petróleo? ›

Um dos maiores impactos ambientais dessa atividade é o vazamento de petróleo, acidentes em plataformas de petróleo ou navios petroleiros podem provocar sérios danos ao meio ambiente como, por exemplo, mortandade em larga escala de peixes, aves marinhas e outras espécies de animais marinhos.

Quais são as alternativas para substituir os combustíveis fósseis? ›

Produzido a partir de biomassa, como cana-de-açúcar e óleos vegetais, ou resíduos orgânicos, residenciais e industriais, o biocombustível é substituto para os combustíveis fósseis, como o gás natural, a gasolina e o diesel.

Quais são os aspectos negativos do uso de biocombustíveis? ›

Desvantagens do uso de biocombustíveis

Embora a queima do biocombustível diminua a emissão de CO2, a sua produção produz outros gases que podem intensificar o efeito estufa (dióxido de enxofre SO2, Nitrogênio N2 e Fósforo P4). Desmatamento de áreas florestais para novas áreas de cultivo. Consome altos níveis de água.

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Author: Rev. Leonie Wyman

Last Updated: 01/04/2023

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